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Tradição · Lordosa

Ciclo do Pão Da sementeira à mesa

a arte de fabricar pão em lordosa

Da semente ao forno — o Ciclo do Pão em Lordosa é uma tradição viva que atravessa gerações, unindo campos, moinhos e fornos comunitários numa cadeia de saberes partilhados.

Campo agrícola de Lordosa
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A Semente e o Cultivo

Em Lordosa pode-se observar a relação da natureza com a forte presença da agricultura na região. As vastas áreas agrícolas afeiçoam-se às condições do meio, acompanhando as várzeas das linhas de água, terrenos naturalmente mais férteis.

Espigueiro tradicional de Lordosa
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Os Espigueiros

Depois de ser feita a colheita do milho nos campos agrícolas, este é armazenado nos diversos ESPIGUEIROS que se encontram pela freguesia, símbolo da ruralidade. A sua construção elevada e arejada servia a armazenagem e secagem das espigas, proteção relativamente à humanidade e à eventual intrusão de animais.

Eira para desfolhada em Lordosa
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A Desfolhada

Depois eram transportados para as eiras, local onde acabavam de secar as espigas e era realizada a DESFOLHADA, altura em que se retira a espiga (ou maçaroca) da planta, que se chama milho. Embora possa parecer uma festa, é um trabalho duro e cansativo.

Moinho de água no Rio Vouga
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A Moagem

O milho seco era transportado para os moinhos de água situados no rio Vouga, onde os moleiros procediam à moagem dos cereais. Esta fase transformava os grãos em farinha, essencial para a confeção do pão.

Amassadura do pão artesanal
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A Amassadura e Cozedura

Seguiam-se as fases finais de moagem e de cozedura do pão. Esta última podia ser realizada em fornos comunitários, em que se estabeleciam interações sociais entre a população.

Pão saído do forno de lenha
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O Consumo e Partilha

Em várias destas fases é utilizado, como meio de transporte, um CARRO DE BOIS — uma carroça puxada por um ou mais bois em que o seu uso varia entre transporte de carga e de pessoas. O pão resultante é partilhado em comunidade.

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